ESPERANÇA são as coisas mais belas do mundo.
O pintor prosseguiu o caminho em direção à rua. Passado um tempo, entrou numa loja e perguntou a uma jovem qual era a coisa mais bela do mundo:
- O AMOR – replicou ela – O amor torna as coisas bonitas, suaviza as lágrimas, torna ricos os pobres, faz muito o pouco. Sem amor não há beleza.
Continuou ainda o pintor a sua procura. Encontrando um soldado, a ele também fez a mesma pergunta: - Qual é a coisa mais bela do mundo? – O soldado respondeu:
-A PAZ é a coisa mais bela do mundo. A guerra é a mais feia. Quando encontrar a paz, pode ter certeza de que encontrou a coisa mais bela.
O pintor pára, reflete e continua a sua trajetória. Desta vez entra num consultório médico e pergunta para o médico: - Qual é a coisa mais bela do mundo?
- O médico diz:
- É a PRUDÊNCIA que julga e dirige todos os atos humanos de acordo com as normas da moralidade.
O pintor anota no seu caderno e vai adiante, e passando pelas ruas da cidade, observa um grande tumulto, onde vê adultos, jovens, crianças, todos fazendo compras para o natal. E de repente passa diante de um mendigo e faz a pergunta:
- Qual a coisa mais bela do mundo? – O mendigo responde:
- A JUSTIÇA, a vontade firme e constante de dar a cada um o que lhe compete.
O pintor fica impressionado com a resposta e continua caminhando, dessa vez, entrando no shopping, pára uma senhora, bem trajada, elegante e faz a mesma pergunta: - Qual a coisa mais bela do mundo?
- Respondeu ela:
- É a FORTALEZA, ou seja, a coragem que nos torna capazes de enfrentar o sofrimento e mesmo a morte, se uma justa causa o exige.
O pintor ainda não satisfeito continua o seu caminho e se depara com uma irmã da caridade. E olhando para ela, faz a mesma pergunta: - Qual é a coisa mais bela do mundo? – E a irmã, com um sorriso diz:
- A TEMPERANÇA, que modera e harmoniza os desejos de prazer sensual e, principalmente, os instintos mais fortes e espontâneos da natureza humana.
Dessa vez o pintor senta-se ao lado de um senhor muito simples que no banco da praça, avistava o movimento, e lhe faz a pergunta: - Qual a coisa mais bela do mundo? – Ele diz:
- A HUMILDADE, em que o homem, pelo verdadeiro e profundo conhecimento de si mesmo, considera-se desprezível.
Ainda sentado no banco vê um seminarista passando e faz a tradicional pergunta: - Qual a coisa mais bela do mundo? – O seminarista responde:
- A OBEDIÊNCIA, que inclina o cristão a submeter, com respeito, piedade e amor, a sua vontade à dos superiores, enquanto são representantes de Deus.
E já anoitecendo, o pintor cansado pensa consigo mesmo; farei a última pergunta, mas a quem? Encontra um Frei, e lhe faz a pergunta: - Qual a coisa mais bela do mundo? – Ele responde:
- DOCILIDADE, que é o estado de espírito em que queremos ouvir a Deus, facilitando sua ação em Sua ação em nossa vida.
- FÉ, ESPERANÇA, AMOR, PAZ, PRUDÊNCIA, JUSTIÇA, FORTALEZA, TEMPERANÇA, HUMILDADE, OBEDIÊNCIA, DOCILIDADE – Como poderei pintá-las? – pensou tristemente o artista e, bastante desanimado, tomou o rumo de casa.
Devido ao grande movimento de véspera de Natal, custou a chegar em casa, e já estava preocupado com a hora, porque queria passar a meia-noite com a família, numa grande ceia de Natal.
Chegando quase na hora, lá estavam todos à sua espera com as luzes apagadas, onde estava a árvore de Natal iluminada, repleta de cartões e presentes, em que pairava um silêncio total, numa grande expectativa de sua chegada; toda a família estava reunida, esperando que ele entrasse. E de repente ouve-se um barulho: era ele. Que alegria para aquela família!Quando abre a porta, todos numa só voz exclamam: Feliz Natal!
Logo em seguida começam a entoar o cântico Noite Feliz e, para a surpresa do pintor, entra seu filho mais novo com a imagem do menino Jesus e a coloca na manjedoura, junto da árvore de natal, onde estava arrumado o presépio, representando a família de Nazaré.
Aí, ele percebe que sua família é a coisa mais bela do mundo: nos olhos de seus filhos estavam a FÉ e a ESPERANÇA; o AMOR brilhava no sorriso da esposa, e ali havia a PAZ; a presença seus pais demonstrava a PRUDÊNCIA; o jeito de ser dos tios revelava JUSTIÇA; os rostos envelhecidos dos avós espelhavam a FORTALEZA; no silêncio do primo irradiava-se a TEMPERANÇA; na disponibilidade dos irmãos presenciava-se a HUMILDADE; nos sobrinhos encontrava-se a manifestação da OBEDIÊNCIA; e no cunhado, que era Padre a DOCILIDADE, sempre aberto a fazer a vontade de Deus.
Desta maneira, o pintor fez o quadro com a coisa mais bela do mundo. E, terminando, deu-lhe o seguinte nome: MINHA FAMÌLIA.
Que o amor de Deus reine em cada FAMÌLIA, trazendo muita paz e felicidades, neste Natal e no próximo ano novo.